sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Cultura Editora publica «Meditações», a única obra do imperador Marco Aurélio

«Enquanto imperador, sou importante em Roma; enquanto homem, sou igual a qualquer um no mundo.» Marco Aurélio
Sinopse
Meditações é a única obra de Marco Aurélio (Roma, 121 – Vindóbona 180) que chegou até nós. Composta por doze livros, em forma de máximas, apresenta reflexões marcadas pelo Estoicismo.
Marco Aurélio considerava-se um cidadão do mundo — ou melhor, do Universo. Para ele, a igualdade e a fraternidade entre os homens obrigavam a uma atenção constante aos atos sociais, a nunca censurar os deuses nem os seres humanos e a aceitar os acontecimentos como a expressão simples da lei do Universo.
Esta obra é o livro de um homem de ação, que procura a serenidade, indispensável à eficácia, mas também de um homem para o qual os atos humanos apenas possuem um valor profundo e duradouro se se enquadrarem na perspetiva do Todo do Universo e da comunidade de todos.
Muito mais do que uma compilação de pensamentos filosóficos, Meditações é um manual de comportamento perfeitamente atual, que apela à reflexão sobre como podemos melhorar o nosso modo de vida e o nosso relacionamento com os outros.

Outra novidade da Cultura Editora: O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono. Uma história inesquecível como O Principezinho de Saint-Exupéry e Siddhartha de Herman Hesse.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

PACTOR lança colecção “Intervenção em Psicologia”

A PACTOR Editora apresenta a sua mais recente colecção de livros destinados a estudantes e profissionais de psicologia e de outras áreas da saúde. Intervenção em Psicologia, uma colecção orientada pelo psicólogo Mauro Paulino, especializado em psicologia clínica e forense e autor de vários livros, é constituída, nesta fase de lançamento, por três livros:
Intervenção Psicológica em Cuidados Paliativos: um livro que parte de casos reais e pretende ajudar na intervenção destes casos, de uma forma mais sistemática e rigorosa.
Com a participação de 10 especialistas com longa experiência na área, este livro serve de guia para uma intervenção informada e de incentivo à atualização profissional, procurando contribuir pragmaticamente para ajudar as pessoas que sofrem. Que cuidados se devem ter? Qual o papel dos familiares? Como fazer o luto? São algumas das questões que esta obra aborda. Uma nova referência bibliográfica que surge por altura do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, assinalado a 14 de outubro de 2017, com prefácio de Isabel Galriça Neto e posfácio de Ana Forjaz de Lacerda.


Intervenção Psicológica em Perturbações de Personalidade: Através da apresentação de vários casos clínicos, técnicas e ilustrações terapêuticas, esta obra fornece ferramentas necessárias na terapia familiar como complemento na intervenção individual das perturbações. Reflete também sobre os constrangimentos e desafios inerentes à intervenção. Um livro para estudantes e profissionais de psicologia e psiquiatria, com prefácio do Professor Doutor José Luís Pio de Abreu e posfácio de Professor Doutor Telmo Mourinho Baptista.


Intervenção Psicológica com Jovens Agressores: Os jovens com comportamentos de risco representam um dos grupos mais desafiantes para intervenção em psicoterapia pois são resistentes ao tratamento e negam ou minimizam os seus problemas. Este livro resulta das experiências de vários autores na investigação, ensino e intervenção com jovens problemáticos, tendo sido pensado para ajudar os psicólogos que avaliam e intervêm junto destes jovens. O livro também apresenta algumas estratégias de intervenção adequadas ao trabalho com pais e professores.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Reedições de livros de Kazuo Ishiguro, Prémio Nobel da Literatura 2017

Os Despojos do Dia (1989), Os Inconsolados (1995), Quando Éramos Orfãos (2000), Nunca Me Deixes (2005), Nocturnos (2009) e O Gigante Enterrado (2015) são os títulos dos livros do mais recente Prémio Nobel de Literatura que ganharão muito em breve novas reedições por parte da Gradiva, editora que detém em Portugal os direitos de publicação da obra completa de Kazuo Ishiguro.

«Longevidade com Felicidade», o novo livro do psicoterapeuta Américo Baptista

Depois de publicar em 2016 O Futuro da Psicoterapia, a Pergaminho faz chegar aos leitores que interessam-se por temáticas sobre psicologia e bem-estar, um novo livro de Américo Baptista. Licenciado em Psicologia e Doutorado em Ciências Biomédicas, Américo Baptista dedica actualmente o seu interesse clínico e investigação às emoções, ao desenvolvimento emocional, à resiliência, à promoção do bem-estar, à felicidade e qualidade de vida, ao tratamento das perturbações emocionais e à sua prevenção. É autor também dos livros O Poder das Emoções Positivas e Aprender a Ser Feliz (Pactor).

Sinopse
A Demografia não engana: vivemos numa sociedade ao mesmo tempo obcecada pela juventude… e em marcado envelhecimento! A longevidade não é uma utopia: já foi atingida. A população com mais de 65 anos não para de aumentar, bem como a esperança média de vida. Por isso, levanta-se a pergunta fulcral: esta longevidade é de qualidade? Que tipo de vida se vive nestas décadas extra após os 65 anos?
Infelizmente, a resposta nem sempre é positiva. As conotações negativas do envelhecimento - visto como um processo irreversível de declínio físico e cognitivo - resultam muitas vezes em situações de depressão. Contudo, o potencial para uma saúde mental plena é significativamente superior depois dos 65 anos. O que falta para que este potencial se concretize? Uma mudança de mentalidades e um plano de ação.
O psicoterapeuta Américo Baptista apresenta, neste livro, os resultados de um trabalho e uma investigação prolongados na área da saúde mental na chamada terceira idade e apresenta um projeto acessível para desenvolver uma psicologia positiva nesta fase da vida.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

«Cães de Caça», de Jørn Lier Horst

Editora: Dom Quixote
Data de publicação: Maio 2017
N.º de páginas: 352

Jørn Lier Horst (n. 1970) é considerado um dos principais escritores de policiais da Noruega. Em 2013 abandonou a carreira na polícia para se dedicar à escrita a tempo inteiro. Depois de Fechada Para o Inverno, lançado pelas Edições Dom Quixote no Verão passado, Cães de Caça, o oitavo título de uma série de sucesso que tem como protagonista o detective William Wisting, está já disponível nas livrarias. Esta obra originalmente publicada em 2012 foi já distinguida com inúmeros prémios. A tradução para português deste tríler esteve a cargo de João Reis.
Cecilia Linde tinha vinte anos quando foi assassinada há 17 anos, na Noruega. Esse homicídio ficou marcado como um dos mais mediáticos dessa altura, e teve William Wisting como detective responsável pelo caso. Aos 52 anos, este polícia honesto e competente, com largos anos de experiência, é afastado das suas funções de inspector-chefe no Departamento de Investigação Criminal da Polícia de Larvok, após ser acusado de forjar uma prova de ADN que levara à condenação de Rudolf Haglund, o homem a quem Wisting responsabilizou pelo homicídio da jovem. Este saiu da prisão há poucos meses, reabriu o caso e quer que a sua inocência seja apurada.
Na costa sudoeste da Noruega, na actualidade, uma outra rapariga (Linnea) é dada como desaparecida, e as parecenças com o caso de Cecilia e com um outro ocorrido um ano antes da sua morte (o de Ellen), é evidente. Mas ninguém repara nisso…
O que terão as mortes das três jovens em comum? Terão sido assassinadas por um único seriel killer? O detective William Wisting conseguirá provar a sua inocência e encontrar outras provas que recriminem Rudolf Haglund? Estas são algumas das perguntas que só têm resposta nas derradeiras páginas deste tríler, cujo enredo o autor norueguês soube trabalhar de maneira muito hábil. Os capítulos serem curtos e o nível de suspense ir aumentando gradualmente ajudam muito para que Cães de Caça seja uma leitura desafiante e prazerosa.
Em relação ao título do livro, os "cães" não são os melhores amigos do homem, mas sim uma alusão à polícia, que por vezes, no intuito obstinado de encontrar forçosamente um suspeito de um crime, foca-se unicamente num “alvo”: «[cães de caça] Era o que ele e os seus colegas tinham sido. Uma matilha de cães na perseguição de um assassino. Rudolf Haglund era o homem que tinham apanhado. Porém, como quaisquer outros cães de caça, tinham seguido o odor mais intenso sem avançarem mais.» (p. 183)
Referir que a nota introdutória desta edição portuguesa, ao enquadrar o leitor sobre as características e percurso profissional do detective-protagonista, o autor e esta sua série (visto que esta é a oitava história), ajuda imenso a percebermos melhor a acção e os personagens.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O livro que marca a estreia de Tom Hanks na Literatura

Descendente de açorianos, Tom Hanks, vencedor de dois Óscares, já representou muitos papéis diferentes enquanto actor, mas como escritor Papéis Diferentes é a sua primeira investida. E de grande sucesso. Aclamado pela crítica e pelo público, este livro publicado em Portugal pelas Edições IN, coloca-o esplendorosamente na categoria de nova voz da ficção contemporânea, mostrando que Tom Hanks é tão talentoso enquanto escritor como enquanto ator.

Textro sinóptico
Um romance febril e divertido entre dois melhores amigos. Um veterano da II Guerra Mundial cura as suas cicatrizes físicas e emocionais. Um ator de segunda categoria que é atirado para o estrelato e de repente encontra-se no meio de uma estreia tempestuosa. Um colunista do jornal de uma pequena cidade com perspetivas do mundo moderno bastante antiquadas. Uma mulher a adaptar-se à sua vida no novo bairro depois do divórcio. Quatro amigos que vão à Lua e voltam numa nave construída no quintal das traseiras. Um surfista adolescente que tropeça na vida secreta do próprio pai.
Estas são apenas algumas personagens e enredos que Tom Hanks cria no seu primeiro livro de ficção, uma recolha de histórias que explora com grande ternura, humor e perspicácia a condição humana e algumas das suas particularidades. Todas têm uma coisa em comum: uma máquina de escrever desempenha um papel em cada história, umas vezes menor, outras vezes fulcral. Para muitos, as máquinas de escrever representam uma perícia e beleza cada vez mais difíceis de encontrar. Hanks alcança-as facilmente.

O primeiro livro de Canek Sánchez Guevara a ser publicado em Portugal

Uma das recentes publicações da Editora Ponto de Fuga intitula-se 33 Revoluções, uma novela da autoria de Canek Sánchez Guevara. A tradução portuguesa esteve a cargo de Viriato Teles.

Sinopse
O autor levou sete anos a completar a novela 33 Revoluções. Começou a redigi-la em França, em finais de 2007, e deu-a por terminada em 2014, na Cidade do México, poucos meses antes de falecer. Trata-se do mais depurado dos textos que escreveu (novelas e contos, alguns poemas, ensaios, crónicas de viagem), a sua obra mais definitiva e a primeira publicada em Portugal.
33 Revoluções é o relato do dia-a-dia enfastiado de um burocrata numa ilha onde tudo se repete, como num disco riscado. A cidade cenário desta novela é a Havana dos anos 90 do século XX, ainda que o nome dela nunca seja referido, e o tédio, a frustração e o desencanto do protagonista pudessem acontecer em outros lugares do mundo.
Com uma escrita ritmada e seca, 33 Revoluções apresenta uma visão crua e desencantada da vida em Cuba, mas recusa o dualismo das paixões extremas em que, como escreveu Canek, «parece haver só duas opiniões em confronto, quando na verdade são muitas mais as vozes participantes, abafadas pela gritaria de ambos os lados».

O autor
Canek Sánchez Guevara, nascido em Cuba em Maio de 1974, começou a chamar a atenção do mundo, primeiro por uma questão genética: era neto do icónico guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara (1928-1967), que se tornou imagem de marca dos ideais românticos da revolução cubana. A essa condição, suficiente para aguçar a curiosidade, juntava-se a visão muito crítica do regime de Fidel Castro, que Canek nunca escamoteou, embora recusasse fazer disso um modo de vida. Politicamente, definia-se como «anarquista, libertário, liberal ultrarradical, democrata subterrâneo, comunista-individualista, ego-socialista. Enfim, qualquer coisa que não me seja imposta e que eu não possa impor aos demais.» Com uma infância repartida por vários países e a adolescência vivida em Cuba, Canek saiu definitivamente da ilha em 1996, um ano após a morte da mãe, Hilda Beatriz Guevara Gadea e encetou o seu próprio caminho de «vagabundo profissional, observador internacional, antropólogo urbano, filósofo de supermercado, cronista do que carece de interesse, escritor de nada em concreto». Andarilho, anarquista, músico com passagens por bandas punk e de heavy metal, Canek também morreu prematuramente (aos 40 anos, em Janeiro de 2015), deixando inédita uma obra que prometia fazer dele, por mérito próprio, uma das vozes mais estimulantes da nova literatura latino-americana.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sveva Casati Modignani tem novo romance

Sveva Casati Modignani é um dos nomes mais reconhecidos da narrativa contemporânea italiana. O Regresso da Primavera, o seu novíssimo livro, chega às livrarias na próxima segunda-feira, numa edição a cargo da Porto Editora.
Texto sinóptico
Passamos muito tempo a perseguir sonhos que nos escapam da mão, uma felicidade que não se deixa aprisionar. E depois acontece que o melhor da vida se revela num instante, talvez na magia de um encontro inesperado. Como aquele que aconteceu entre Lorenzo e Fiamma, surpreendidos por um amor que nem mesmo eles, provavelmente, acreditavam ser ainda possível.
Lorenzo Perego, um homem fascinante e culto, é professor de Geografia Económica numa escola profissional de Milão. Poderia ter escolhido um estabelecimento de maior prestígio, mas o ensino é a sua paixão e ajudar jovens com talento numa realidade difícil e muitas vezes desoladora é um desafio que o entusiasma e enriquece.
Fiamma Morino, com pouco mais de 40 anos, é diretora editorial de uma pequena editora de sucesso que ela própria fundou. Agora que a editora está prestes a sofrer uma drástica mudança de gestão, com que Fiamma não concorda, está disposta a tudo para a defender e continuar a garantir o cuidado e o amor que desde sempre dedica aos seus autores.
Através das vivências de Fiamma e Lorenzo, conhecemos a Itália de hoje, a da crise da Escola e da Economia, mas também aquela que é feita de pessoas empreendedoras, prontas a arregaçar as mangas e decididas a não se renderem.