sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O método "Dan-sha-ri" chega finalmente a Portugal através do livro «A Arte de Organizar a Sua Vida»

A Editora Alma dos Livros vai lançar a 12 de Janeiro o livro A Arte de Organizar a Sua Vida, da autora japonesa Hideko Yamashita. Esta obra, um verdadeiro guia de organização pessoal, encontra-se há vários anos na lista dos livros mais vendidos no Japão.
Sinopse
A Arte de Organizar a Sua Vida, de Hideko Yamashita, encontra-se há vários anos na lista dos livros mais vendidos no Japão. Entretanto, tornou-se um fenómeno e está a conquistar as livrarias de todo o mundo.
O método Dan-sha-ri é pioneiro na arte de ordenar as nossas coisas e a nossa vida. Mais do que a arte de arrumarmos os nossos armários e gavetas, o Dan-sha-ri ensina-nos a observar cuidadosamente a nossa relação com aquilo a que nos apegamos e a libertarmos a mente dos apegos que não nos servem. Dan-sha-ri é uma conjugação de três expressões japonesas que ilustram os momentos mais importantes da arte de organizar a vida:
1. Dan: «rejeitar», fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida.
2. Sha: «livrar-nos» do que já possuímos, mas de que não precisamos.
3. Ri: «eliminar» o desejo, desapegarmo-nos de todas as coisas de que não precisamos.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

«A Mais Absurda das Religiões» é o título do novo livro de Nuno Costa Santos

O argumentista e escritor Nuno Costa Santos, autor também de programas radiofónicos e televisivos, acaba de lançar um novo livro: A Mais Absurda das Religiões. A Escrit'orio Editora é quem chancela esta obra chegada recentemente às livrarias. Pela mesma editora o autor tem publicados Vou Emigrar para o meu País (2014) e Melancómico (2011).

Texto sinóptico
A Mais Absurda das Religiões reúne um conjunto de crónicas, entre originais e textos publicados em jornais, revistas e blogues (Sábado, Observador, Ler, A Capital, Atlântico, etc.) do escritor e argumentista Nuno Costa Santos. Usando de um apurado poder de observação relativamente ao que o rodeia, e dominando a frase curta, certeira, o autor parte quase sempre dos pormenores do quotidiano, de um acontecimento, uma expressão, para iluminar através do seu foco as pessoas comuns, as manias, os sentimentos, as contradições. As dos outros e as suas. As nossas. Fala-nos do que é isto de ser português, mas também da condição da paternidade, da insularidade, dos Açores, dos que o marcaram e marcam. Do que acontece na pastelaria, no bairro, das redes sociais, da amizade, da solidão, de música, de escritores, de expressões do arco-da-velha, do drama maior de comprar um par de sapatos um número acima. Da condição de cronista. E quase sempre, em quase tudo, de uma certa poesia.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Editora Arena publica «O Livro do Natal»

Numa época em que só se sente o espírito de Natal, O Livro do Natal (Edição: Arena) é um livro para o celebrar.

Sinopse
Livro com histórias, tradições, receitas, etc., alusivos ao Natal, que parte das tradições do mundo, passa para as portuguesas, as de cada família e termina nas memórias pessoais do leitor.
O Natal é o que cada um faz dessa época do ano. Sem culpas, nem juízos, este livro vai ajudar a não esquecer presentes, receitas e decorações.
Guarde todas as suas tradições e desejos, e conte com este livro para celebrar um Natal com tudo o que se passou ao longo dos outros meses. Guarde tudo no seu Livro de Natal, e abra-o em dezembro, pronto a usa.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

«O Homem de Giz», o livro que antes de ser publicado já é aplaudido internacionalmente


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Booktrailer
Eu já tenho O livro que vai dar muito que falar em 2018. Um fenómeno editorial antes da sua publicação. O Homem de Giz, o tríler de estreia da inglesa C. J. Tudor, só chega às livrarias portuguesas a 16 de Janeiro, numa edição a cargo da Planeta, editora que está a apostar fortemente numa campanha de promoção desta obra.


Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.

«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro. O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C. J Tudor!»
Fiona Barton, autora best-seller de A Viúva e O Silêncio

Eis um excerto do prólogo: «A cabeça da rapariga descansava sobre um pequeno monte de folhas castanhas e cor de laranja.
Os olhos cor de avelã fitavam o dossel frondoso dos sicómoros, das faias e dos carvalhos, mas sem verem os dedos hesitantes dos raios de Sol que se insinuavam por entre as ramadas, a polvilhar de ouro o solo da floresta. Não pestanejaram quando os escaravelhos negros de dorso brilhante fugiram apressadamente sobre as pupilas. Já não viam nada, além das trevas.»

«Allumette», de Tomi Ungerer

Editora: Kalandraka
Data de publicação: 17/11/2017
N.º de páginas: 40

É época de Natal e a cidade está cheia de transeuntes, que em frenesim entram e saem das lojas. As pessoas estão tão concentradas no que para elas é tido como essencial, que por nenhum momento reparam numa menina com ar sombrio e tristonho que tenta vender caixas de fósforos. Allumette, a menina com aspecto raquítico e moribundo, não tem casa, deambula pelas ruas e os restos de comida que encontra nas lixeiras são o seu único sustento.
O frio e a fome amarguram o âmago desta criança órfã que gostava também de sentir o espírito de Natal, mas todos a olham de soslaio, com indiferença; é chamada de «verme» e «monte de lixo».
Já no fim da noite, «Allumette parou junto de um prédio em construção. Com o último fósforo que tinha, acendeu uma fogueira» e incandescia-se um pequeno incêndio. Assustada com a luz do fogo, ela tenta fugir o mais rápido possível, mas as suas forças impedem-na de ir até muito longe. Desfalecida, caída no chão, e a julgar que os seus últimos momentos de vida estavam a se esgotar, Allumette começa a rezar e a vislumbrar coisas que nunca teve: bolos, perus, bonecos, camas, televisores, banheiras, etc. Mas o que ela não imaginava é que «alguém a tinha escutado».
Em Allumette (1974), o autor e ilustrador francês Tomi Ungerer (n. 1931), cuja produção literária contabiliza cerca de 140 obras, aponta o dedo a comportamentos inapropriados de uma sociedade que rege-se pelo preconceito, crueldade e superficialidade. A pequena protagonista, embora frágil é destemida — esta dualidade é um dos elementos que estão presentes em muitos dos livros do autor; numa entrevista, Tomi Ungerer afirmou: «Eu acho que é crucial mostrar às crianças que, independentemente das falhas de qualquer um, sempre há uma maneira de sobreviver e vencer por ser diferente e tirar o melhor proveito do que tem. Quero mostrar às crianças que todos são diferentes, mas igualmente únicos.»
As aguarelas que dão vida a esta história têm cores vivas, mas é o preto a cor que predomina, nos contornos das figuras e nas manchas que servem de pano de fundo para algumas ilustrações. Este estilo sombrio evidencia a dor e o sofrimento de Allumette que acompanha as primeiras páginas da história; no entanto, dado que com o evoluir da ação a sua vida ganha cor e esperança, talvez o autor pudesse ter suavizado mais este efeito nas últimas ilustrações. Em todo o caso, em nada este pormenor técnico minimiza a mensagem de esperança, justiça e resiliência que ele faz passar através desta história inspirada no clássico A menina dos fósforos (1845), do escritor Hans Christian Andersen (1805-1875).

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Novo romance de John Green: «Mil Vezes Adeus»

O escritor norte-americano John Green, autor de best-sellers como A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel (ambos já adaptados ao cinema), está de regresso à ficção com um livro cujo mote é: O amor não é uma tragédia ou um fracasso, mas uma dádiva. Para o autor, Mil Vezes Adeus (Edições ASA) foi o seu livro mais difícil de escrever, porque sentia uma grande expectativa por parte dos seus fãs, que ansiavam uma nova história arrebatadora.
Mil Vezes Adeus, um livro sobre o amor, a resiliência e o poder da amizade, é para o The New York Times, o mais espantoso romance de John Green.
Sinopse
Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?

sábado, 9 de dezembro de 2017

«A Festa das Bruxas», de Agatha Christie

Editora: ASA
Data de publicação: Out. 2017
N.º de páginas: 304

O título n.º 6 da nova coleção da ASA dedicada às obras de Agatha Christie que, dado o seu grafismo colorido e dinâmico, visa cativar o público juvenil para conhecer as histórias policiais desta que foi e continua a ser a grande escritora do crime, intitula-se A Festa das Bruxas. Datado de 1969 — na altura a autora tinha 79 anos —, este romance apresenta um dos mistérios mais elaborados que Agatha escreveu.
Na vila de Woodleigh Common, em Inglaterra, é com pompa e circunstância que uma festa da Noite das Bruxas é preparada. A anfitriã da festa, que terá como convidados na sua maioria adolescentes, é Mrs. Drake Rowena. Uma das convidadas especiais é a famosa escritora de romances policiais Ariadne Oliver (podemos encontrar esta personagem carismática criada por Agatha Christie em romances como O Cavalo Amarelo e Os Elefantes Não Esquecem). É durante os preparativos da festividade que Joyce, uma das adolescentes presentes, talvez com o intuito de chamar a atenção da sua escritora favorita, afirma: «uma vez vi um assassinato». Ninguém acredita, porque a jovem de 13 anos era conhecida por se gabar de coisas que não haviam acontecido e por se meter onde não devia. O certo é que alguém que estava a ajudar nos preparativos e que cometeu um assassinato há pouco tempo e escapou, alguém que nunca esperava ser descoberto, teve subitamente um grande choque com a revelação de Joyce. Quando a festa termina ela aparece estrangulada e afogada num balde com água, que serviu para um dos jogos da noite. Chocada com o crime, Ariadne pede ajuda a Poirot, para que ele a ajude a descobrir o culpado.
Poirot começa a questionar todas as pessoas presentes antes e durante a festa, e começa a investigar os homicídios mais recentes que deram-se na vila, entre os quais o de uma professora estrangulada e um funcionário de escritório de advogados esfaqueado. Mas o puzzle deste mistério só fica completo quando Poirot ouvir o que a mulher que se fez passar por bruxa na festa, tem a dizer…
Em A Festa das Bruxas, a Rainha do Crime prova que mesmo com uma idade avançada, continuava no auge da sua imaginação, ao criar um enredo e personagens bens contruídos. As últimas páginas desta história, onde o leitor fica a conhecer as ilações do detective belga sobre o culpado ou culpados da morte que centraliza toda a intriga, são simplesmente surpreendentes. Talvez, para esta obra ter ficado aprimorada, algumas informações que preenchem algumas páginas no meio do livro, poderiam ter sido um pouco depuradas; e se a personagem Ariadne Oliver tivesse mais protagonismo nesta história, tornaria A Festa das Bruxas um policial de excelência.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

«As Nossas Almas na Noite», de Kent Haruf

Edição: Alfaguara
Data de publicação: Set. 2017
N.º de páginas: 178

Numa noite de Maio na pequena cidade de Holt, no Colorado, Addie Moore bate à porta de Louis Waters, um vizinho de longa data, e faz-lhe um convite inóspito: «Pensei se tu poderias ponderar a hipótese de ires uns dias a minha casa para dormires comigo.» Ambos são septuagenários, viúvos e vivem sozinhos. Embora não mantenham relações próximas, ambos sempre foram cordiais um para o outro. É por isso que Louis, mesmo um pouco atordoado com esse convite inesperado, aceita o desafio. Assim, nos dias seguintes, ao anoitecer ele percorre o quarteirão que separa as suas casas. Antes de adormecerem, muitas vezes no escuro do quarto, ambos conversam sobre o quotidiano, os cônjuges falecidos, os filhos — que reprovaram a companhia nocturna entre ambos —, e assim, aprendem a dividir os seus medos, segredos e sonhos, nessas conversas noite dentro — o sexo não era algo que fosse questionado sequer, nos primeiros tempos. Nas manhãs seguintes, Louis volta para casa.
Numa vila onde todos se conhecem, os encontros noctívagos entre ambos logo começam a ser falados e ambos começam a ser olhados de soslaio, mas para Addie esses burburinhos não lhe fazem impressão: «Já resolvi que não vou ligar àquilo que as pessoas pensam.»
Com o passar do tempo, começa a surgir uma inesperada relação entre os dois, de companheirismo, afecto e amor. Mas os filhos por vezes não compreendem que os pais podem e devem refazer a vida, e tudo se complica: Gene, o filho de Addie, faz um ultimato à mãe, e esta terá de escolher entre manter um laço de consanguinidade, o único que lhe resta, ou continuar a receber as visitas de Louis.
As Nossas Almas na Noite, tradução de Paulo Ramos a partir de Our Souls at Night, título originalmente publicado em 2015, é um romance que capta de modo singelo e franco o amor que pode surgir inesperadamente entre duas pessoas que já viveram muito. Neste curto romance, o escritor norte-americano Kent Haruf (1943-2014) retrata com ternura e delicadeza a fase de chegar-se a velho, mas ainda com vontade para amar.
É um livro enternecedor, escrito de forma despretensiosa através de diálogos reduzidos, purgados ao essencial, que tem passagens súbtis e sublimes como a seguinte: «No quarto de Addie, Louis pôs a mão fora da janela para apanhar uns pingos de chuva que escorriam pela goteira, voltou para a cama e tocou com a mão molhada no rosto macio dela.» (p. 99)
As Nossas Almas na Noite, o último livro que o autor escreveu (nos últimos dos seus dias), foi adaptado para a tela, e estreou no passado dia 29 de Setembro na Netflix, contando com Jane Fonda e Robert Redford nos principais papéis (trailer).

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma das novidades de Dezembro: «O Último Natal em Paris»

O Último Natal em Paris
de Hazel Gaynore e Heather Webb
Um romance histórico, passado na cidade do amor, que tem como história base a época natalícia.
Agosto de 1914. Inglaterra está em guerra. Evie Elliott vê o seu irmão, Will, e o seu melhor amigo, Thomas Harding, partirem para as trincheiras e acredita, como toda a gente, que tudo terá terminado antes do Natal, altura em que os três pretendem festejar nos cafés de Paris. Mas a História diz-nos que as coisas não foram bem assim…
Evie e Thomas vivem uma guerra bem diferente. Frustrada pela vida privilegiada de senhorita de bem, Evie anseia por desempenhar um papel mais relevante no conflito… Mas como? Por sua vez, Thomas debate-se com batalhas pessoais e familiares, além da dura realidade da guerra. Por meio de cartas, Evie e Thomas partilham as suas maiores esperanças e receios, e o afeto mútuo cresce à distância. Poderá o amor florescer no meio do horror da I Guerra Mundial, ou irá o destino impedi-lo?
Natal de 1968. Com a saúde debilitada, Thomas regressa a Paris com um molho de cartas precioso nas mãos e determinado a deixar partir os fantasmas do seu passado. Mas uma última carta aguarda lá por ele…

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

«Talvez para Sempre», de José Gameiro

Edição: Matéria-Prima
Data de publicação: 25-10-2017
N.º de páginas: 176

O psiquiatra e terapeuta de casais José Gameiro (n. 1949) tem um novo livro de crónicas. São mais de cinquenta textos que na sua maioria foram publicados originalmente no Expresso, semanário para qual o autor escreve há quase dez anos.
Em Talvez para Sempre, o especialista em terapia familiar aborda temas crónicos e rotineiros relacionados com a vida conjugal. Sejam baseados em casos verídicos ou simplesmente fruto da imaginação do autor, nas duas primeiras partes da obra, o leitor vai conhecendo, através de narradores masculinos e femininos, histórias muito sui generis de casais modernos e tradicionais, que procuram, encontram, vivem e desistem do amor. São exemplos as três histórias seguintes: Um casal maduro com filhos jovens decidem ir à discoteca depois de muitos anos sem lá porem os pés e acabam por fazer as compras da semana no supermercado; um marido diz que vai viajar em trabalho e afinal quer se escapulir para os braços da amante, mas dado um imprevisto, volta mais cedo a casa e oferece à mulher jóias que afinal eram para a amante; um homem mata a amante porque esta faz chantagem com ele, dizendo que ia contar à sua mulher sobre o affair deles: «(…) peguei na seringa com o cloreto de potássio e entrei no teu coração, como nunca te tinha penetrado. Olho para ti uma última vez antes de fechar a mala do carro. És uma morta linda, deixei-te os olhos abertos para os poder ver pela última vez.»
No preâmbulo da terceira e última parte do livro, o co-fundador da Sociedade de Terapia Familiar, afirma que «O que há de fascinante em fazer terapia de casal é a imprevisibilidade da evolução da sua relação.» Os textos coligidos nestas últimas páginas são relatos de casais que passaram pelo consultório de José Gameiro à procura de uma alternativa ao divórcio. Enquanto que nas crónicas das duas primeiras partes, o leitor não consegue perceber o que é real e o que é ficção, aqui a escrita e o tom de Gameiro é mais íntimo e objectivo. «(…) porque é que temos de viver com a pessoa que amamos? Muitas vezes isso estraga tudo.», podemos ler na página 159.
Quem ler Talvez para Sempre, o terceiro livro de crónicas do autor, vai ouvir falar sobre amor, traição e sexo por quem lida há mais quarenta anos com estes assuntos da esfera conjugal. Tudo através de uma escrita irreverente e um humor inteligente, uma linguagem que podemos encontrar também em livros como Até que Consigas Voar (2014) e Até que o Amor nos Separe (2011).
Um apontamento para a capa bonita e cativante que a editora do livro escolheu apresentar. Quem lê o texto sinóptico nas badanas e contracapa do livro, tenderá a comprar o livro porque tudo dá a impressão de se tratar de um romance. Em nenhuma parte vem escrito que Talvez para Sempre é um livro de crónicas. Fica a pergunta: será que os livros de crónicas vendem menos que os romances e por isso há necessidade de “camuflar” o género literário a que uma obra pertence?


Excertos
«O amor faz-nos descobrir coisas que nunca imaginámos ser capazes de sentir, ou, ainda mais difícil, de dizer.» (p. 27)

«O casamento já não impede nada, estamos todos no mercado.» (p. 86)

«O casal é a relação mais estranha e imprevisível da natureza humana. Vale tudo, é uma espécie de relação com sete vidas, quando parece que tudo está acabado, renasce.» (p. 126)

«Os casais são como os gatos, têm sete vidas.» (p. 126)

sábado, 2 de dezembro de 2017

Dois novos livros, divertidos e didácticos, de Maurice Sendak

Dois clássicos de Maurice Sendak, de 1962, chegam aos nossos dias plenos de frescura e de humor. João e Mais Oito - Um Livro para Contar e Vida de crocodilo - Um alfabeto, ambos traduzidos para português por Carla Maia de Almeida, chegam às livrarias já na próxima quinta-feira pela Kalandraka.
João e mais oito abre com um menino absorto na leitura de um livro, até ao momento em que ele é sobressaltado pela repentina chegada de vários animais e outros acontecimentos que, bruscamente, quebram a sua solidão. João, o protagonista, é o primeiro elo de uma cadeia que, até ao número 10, soma o rato, o gato, o cão e outras tantas personagens turbulentas. Após a respetiva enumeração por ordem ascendente, o protagonista decide retomar a sua tranquilidade e, uma a uma, vai-se libertando delas por ordem decrescente.
Vida de crocodilo é um divertido alfabeto protagonizado por uma família de crocodilos que, a brincar, a cozinhar, ou disfarçada, leva o leitor a descobrir as Letras do alfabeto, através de situações muito diversas. Em cada página, a cena representada é descrita por uma estrofe rimada que começa, sucessivamente, pela letra A, B, C…

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

«O Lápis Mágico de Malala», de Malala Yousafzai e Kerascoët

Data de publicação: 16-11-2017
N.º de páginas: 48
Eu sou Malala. Sempre desejei contribuir para que o mundo seja um lugar mais pacífico.

O Lápis Mágico de Malala é a história encurtada e aligeirada, contada na primeira pessoa, de uma menina paquistanesa que cresceu num mundo onde as mulheres deveriam ficar caladas. Mas Malala Yousafzai, uma criança corajosa e que sempre desejou «contribuir para que o mundo seja um lugar mais pacífico», recusou-se a ficar em silêncio.
Quando ela era mais nova, costumava ver um programa na televisão sobre um menino que tinha um lápis mágico. A ideia de poder proteger e transformar a vida das pessoas que precisavam de ajuda, «para tornar as outras pessoas felizes», era para Malala uma ideia-fixa.
Com o passar dos anos, ela aplicou-se nos estudos: «A escola era o meu lugar preferido». Contudo, em 2012, um acontecimento tenebroso fez com que o seu sonho fosse quase desfeito para todo o sempre: os talibãs, ao tomarem posse da região onde ela e a família viviam, entre outras limitações desumanas, proibiram todas as raparigas de frequentar a escola. Mas Malala, educada a defender os valores e sonhos em que acredita, não baixou os braços, pois para ela o direito à educação é irrevogável.

A minha voz tornou-se tão poderosa que os homens perigosos tentaram silenciar-me. Mas falharam.

O Lápis Mágico de Malala revela uma história única e inspiradora. Através de um texto simples, parco em caracteres mas pleno de simbolismo, Malala conta a sua história de forma resumida, mas tem o cuidado de não revelar em demasia os acontecimentos mais trágicos da sua vida, para não ferir a sensibilidade e ingenuidade do público-alvo desta obra: o infanto-juvenil.
A premissa de mudar o mundo com um lápis mágico é desenvolvida com sucesso, não só através da narração mas também com a parte visual do livro. As aguarelas que acompanham grande parte da história, da autoria de Kerascoët (uma dupla de ilustradores franceses: Marie Pommepuy e Sébastien Cosset), comunicam com grande subtileza as diversas emoções que a protagonista foi vivenciando, conforme cada momento por que passou.
Esta obra infantil é, portanto, um livro que passa mensagens importantes que desde tenra idade os pré-leitores devem estar já cientes.
Para quem deseja conhecer em pormenor a biografia inspiradora desta jovem agora com vinte anos, a Editorial Presença tem já publicado os livros Eu, Malala (2013) e Eu Sou Malala (2015).

Passatempo: «Done! Negócio Fechado», de Jacques Peretti

Com o apoio da Self Editora, temos para oferecer um exemplar de Done! Negócio Fechado, um livro que aborda temas acutilantes, da autoria do repórter da BBC Jacques Peretti.

No livro, fruto da suas investigações rigorosas e fidedignas, o autor esclarece tópicos como os seguintes: A crise dos bancos e a salvação com o dinheiro da droga; Os verdadeiros culpados da obesidade e a venda da sua cura; A corrupção das organizações e os estudos manipulados; A medicação excessiva e a venda de curas desnecessárias; Os robôs e o fim do emprego.

Lê mais informações sobre o livro, clicando aqui.
Participa neste passatempo na página do Silêncios que Falam no Facebook, aqui.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

«Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo» é o título do novo livro de Afonso Cruz

O novo livro de Afonso Cruz, chegado às livrarias a 15 deste mês pela Editora Companhia das Letras, reúne textos filosóficos, poéticos e pensamentos do autor sobre a sociedade em que vivemos. Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo (656 pp.), um livro com encadernação em capa dura, contém também diversas fotografias de Afonso Cruz, que além de escritor, também é ilustrador, músico e cineasta.

Sobre o livro
O mundo, dizem, é um livro. E um livro também pode conter o mundo.
Partindo das suas muitas viagens, Afonso Cruz apresenta neste livro a sua leitura do mundo, um passeio que nos leva a lugares tão diversos como a geografia, a arte, a ciência, a filosofia, e a literatura. Partilhando com o leitor as suas experiências, sugere que façamos com ele percursos idênticos, bastando, para passear assim, dar «um passo para o lado ou usar a imaginação». O resultado poderá ser, se aceitarmos o convite, uma visão nova do mundo.
Excertos
Os livros ficam muitas vezes fechados, as dedicatórias ficam escondidas em lugares que ninguém vê. Eu, que já perdi a minha infância há muito tempo, ainda espero e acredito que de cada vez que abro um livro abro também um futuro. E por vezes uma frase faz toda a diferença. (p. 255)
A arte e a literatura têm a obrigação de lacerar a realidade e de abrir a cortina para novas possibilidades - como diria Rumi, é pela ferida que entra a luz -, a arte não deve estar em harmonia com a realidade, deve magoá-la, deve ser uma dissonância, deve recriá-la, colocar hipóteses, caminhos e perguntas. E já se sabe que uma pergunta é capaz de magoar, é tirar o tecto a uma casa e deixá-lo exposto ao céu, à luz e à tempestade.  (p. 282)
Os ratos em cativeiro, se lhes derem um espaço demasiado reduzido, começam a ter comportamentos que facilmente identificamos como os mais triviais males da sociais: roubo, violação, assassinato, tec. Esta falta de espaço, teórico ou físico, será uma das explicações mais evidentes para a dificuldade em criar uma sociedade harmónica. (p. 397)

Novos livros de E. L. James e J. K. Rowling


Uma Vida Muito Boa, de J. K. Rowling (Editorial Presença)
Mais Negro, de E L James (Lua de Papel)


Livro de Jacques Peretti revela os bastidores dos negócios secretos que estão a mudar o mundo

A Self Editora publicou a 15 deste mês Done! Negócio Fechado, um livro de Jacques Peretti, repórter da BBC, jornalista no The Guardian, Wired e Huffington Post e realizador premiado de alguns dos mais controversos documentários.
Em Done! Negócio Fechado, de forma pormenorizada, ficamos a conhecer os bastidores das grandes indústrias mundiais. Na obra, são abordados temas pertinentes da atualidade: os paraísos fiscais, a indústria dos medicamentos, a indústria alimentar e as empresas que dominam o mundo da tecnologia.

Sinopse
E se a forma como entendemos o mundo está errada? E se não forem os políticos e os acontecimentos que moldam as nossas vidas, mas sim os negócios secretos feitos por pessoas de quem nunca ouvimos falar?
Este livro conta a história dos negócios secretos que estão a mudar o nosso mundo, a revolucionar tudo o que fazemos, incluindo o nosso dinheiro, a comida que comemos, o que compramos, e os medicamentos que tomamos para recuperar a saúde. Estes negócios nunca aparecem nas notícias: são feitos em altos conselhos de administração, nos campos de golfe, e em carros de luxo, cada um deles selado com um aperto de mão.

«Estes negócios não aconteceram por acaso. Foram acordos altamente negociados e foram puramente decisões de negócios, tomadas por pessoas que reconfiguraram as nossas vidas com uma simples e brilhante ideia: inventar um problema e depois vender a sua solução.» − Jacques Peretti
Excerto
«Em 2014, entrámos num novo mundo. Aconteceu sem pompa, sem cobertura televisiva, sem pico de cotações em Wall Street e sem sequer ter sido uma referência viral no Twitter. Pela primeira vez na História, os pagamentos com cartão e com tecnologias sem contacto superaram as transações em numerário.
Em 2025, nem os traficantes de droga aceitarão numerário. A Coreia do Sul planeia eliminar por completo o numerário até 2020. Na Suécia, o país europeu a eliminar mais rapidamente o numerário, os artistas de rua usam máquinas de pagamento sem fios. Uma nova aplicação, BuSK, permite aos londrinos fazerem a mesma coisa. Na Holanda, um casaco desenvolvido para os sem‑abrigo permite às pessoas darem esmola passando‑lhes o cartão pela manga.
Ter dinheiro físico na mão, um sistema de pagamento que surgiu seiscentos anos antes do nascimento de Cristo, aproxima‑se do fim. Tim Cook, o CEO da Apple afirma que a próxima geração "nem sequer saberá o que era o numerário".» (p. 15)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Duas novidades com o carimbo Topseller

O Silêncio das Filhas, de Jennie Melamed
Vanessa, Amanda, Caitlin e Janey vivem numa ilha. Não sabem em que região do mundo nem em que ano estão, mas aprenderam que a vida lá é uma bênção comparada à das temidas Terras Devastadas ? onde reina a doença e a podridão. Aquele era um lugar tão negro que os seus dez antepassados decidiram debandar e fundar uma nova sociedade com novas regras.
Neste mundo, as mulheres e as suas filhas levam uma vida austera e controlada pelos patriarcas. O destino não lhes pertence. Apenas no verão, e enquanto crianças, é que elas são livres. Assim que a puberdade desperta, tornam-se esposas em treino nas mãos dos pais, dos maridos e dos seus governantes. Logo que deixam de ser úteis, são imediatamente descartadas, segundo os rituais da ilha.
Todas as mulheres cumprem as regras. Até que um dia, a pequena Caitlin assiste a algo tão chocante que não consegue guardar silêncio sobre o que sente. Ela conta às outras. A palavra espalha-se. A redoma quebra-se. E então, uma pergunta paira-lhes na cabeça: será o destino delas assim tão inevitável?

Ariadnis, de Josh Martin
Depois de o mundo antigo ter desaparecido, restou apenas uma ilha. Os seus habitantes formaram duas cidades, separadas por Ariadnis, uma terra divina. Mas as diferenças entre os povos de Metis e Athenas rapidamente os conduziram à guerra.
Perturbado por este conflito, o ser divino de Ariadnis decreta que em cada uma das cidades nascerá um Escolhido. Dotados de poderes especiais, os dois Escolhidos irão confrontar-se no dia do seu décimo oitavo aniversário, num desafio mortal e misterioso que decidirá qual o povo mais digno de habitar a ilha.
Aula e Joomia são as Escolhidas e resta-lhes apenas um ano até ao dia do grande confronto. Ambas preferiam ter uma vida normal, mas os seus destinos estão traçados, e nesta jornada não há espaço para a amizade nem tempo para o amor.
Só uma reclamará o prémio final de Ariadnis.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um novo livro do homem que revolucionou a pediatria em Portugal

Pensar a Criança, Sentir o Bebé
de João Gomes Pedro
Sinopse
O livro de um dos maiores pediatras portugueses, escrito para todas as Mães, Pais e profissionais de saúde. João Gomes-Pedro é o homem que revolucionou a pediatria em Portugal. Professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ex-diretor do Departamento da Criança e da Família do Hospital de Santa Maria, conta já com 50 anos de experiência na prática da pediatria. Aqui são tratados temas que vão desde os primeiros dias do bebé, à adolescência e transição para a idade adulta, passando por uma reflexão sobre o passado, presente e futuro da pediatria e o seu papel no desenvolvimento da criança.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

«O Homem que Plantava Árvores», de Jean Giono

Edição: Cultura Editora
Data de publicação: Outubro 2017
N.º de páginas: 96
«Para que o caráter humano revele qualidades verdadeiramente excecionais, temos de ter a boa sorte de ser capazes de observar o seu desempenho durante muitos anos.» Este é o incipit de O Homem que Plantava Árvores, um dos livros mais conhecidos e traduzidos do escritor francês Jean Giono (1895-1970). A história foi escrita em 1953, é curta, mas nela estão condensadas várias mensagens de grande profundidade filosófica, ecológica e humana.
É o narrador deste conto que apresenta ao leitor Elzéard Bouffier: um homem solitário, que vive com as suas ovelhas e cão nos Alpes franceses. O primeiro encontro que ele teve com este pastor foi há cerca de quarenta anos, em 1915, numa época em que nessa zona perto de Provença, um lugar deserto, árido, sombrio, o suicídio era uma epidemia. Fruto da generosidade, perseverança e coragem deste «camponês analfabeto» que sentiu o apelo de trabalhar a terra lado a lado com o tempo, em poucos anos milhares de carvalhos erguem-se, florestando não só o meio ambiente, mas também a vida dos habitantes locais.
A vida de Elzéard sempre teve um sentido, um propósito, e talvez por isso ele era feliz, mesmo vivendo solitariamente.
O Homem que Plantava Árvores (trabalho de tradução a cargo de Hugo Gonçalves) inspira o leitor a reflectir sobre as pequenas coisas, sobre os actos e efeitos a longo prazo que simples gestos podem ter na nossa vida e na dos outros. Esta história plena de alegoria, mesmo sessenta anos após a sua publicação, continua actual e com uma mensagem fortíssima para repercutirmos sobre o estado do meio ambiental em nosso redor e no mundo.
Uma nota para as ilustrações que acompanham a história, elaboradas de propósito para esta edição da Cultura Editora, que aprimoram-na visualmente.
De Jean Giono, encontram-se também disponíveis nas livrarias os livros O Homem que Falou (Ed. Sistema Solar, 2016) e O Grande Rebanho (Ed. Presença, 2014).

Citações
«(…) percebemos que os humanos podem ser tão eficazes como Deus em outras áreas que não a destruição.» (p. 54)

«(…) ele trabalhava em absoluta solidão: tão absoluta que, quase no fim da sua vida, perdeu a capacidade de falar. Ou talvez tenha percebido que não precisava de o fazer.» (p. 64)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

«Verdade Tropical», a autobiografia de Caetano Veloso

Originalmente publicado no Brasil em 1997, Verdade Tropical, a biografia de Caetano Veloso, conhece agora, vinte anos depois, uma nova edição, revista e ampliada pelo músico e autor.
Com textos inéditos, em Verdade Tropical o leitor pode encontrar a análise do músico sobre as transformações culturais e políticas do Brasil de 1997 até à actualidade. A obra é composta por 608 páginas e tem o selo da Editora Companhia das Letras.

Texto sinóptico
Verdade Tropical é uma obra incontornável para quem procura conhecer Caetano Veloso. Idealizador do projecto Tropicália, Caetano nasceu como músico e compositor “mais ou menos involuntariamente”, no seio de toda uma geração de artistas em efervescência contra os anos de chumbo impostos pela ditadura militar. As memórias de Caetano partem da infância em Santo Amaro, na Baía – onde leu Clarice Lispector, ouviu João Gilberto e se apaixonou pela primeira vez -, atravessam a adolescência, a prisão em 1968, o exílio em Londres, compondo no seu conjunto um extraordinário panorama do Brasil e um fascinante retrato do artista. Publicado pela primeira vez em 1997, quando Caetano cumpria 55 anos, o livro foi agora revisitado por ele, no ano em que cumpre 75.
No balanço, Caetano debruça-se sobre o seu percurso pessoal, musical e literário e faz um acerto de contas com a sua vida e a do seu país.
Com absoluta franqueza, aguda provocação e um estilo muito próprio de empregar a língua portuguesa, Caetano dá mais uma prova da sua capacidade única e incomparável de nos emocionar com a palavra, expondo a sua “própria verdade”.
«Este livro (ou Caetano) mistura memórias, reflexões e intuições poderosas para fazer uma releitura sensível de vários tempos brasileiros.» Milton Hatoum
 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sugestões de oferta de Natal para pequenos (e grandes) leitores

Dizem as editoras portuguesas que são nos últimos dois meses do ano que mais se vende livros. Parece que no Natal, oferecer um livro a alguém que estimamos, continua a ser um gesto que não passa de moda. Não é, por isso, de estranhar que nestes meses sejam editados um maior número de títulos, tanto para o público adulto como para os jovens e crianças.
Em seguida, estão os títulos de 15 livros infanto-juvenis que chegaram ou chegarão nas próximas semanas às livrarias, e que serão, com certeza, prendas natalícias de valor, para quem dá e para quem recebe.
Há Um Tigre no Jardim, de Lizzy Stewart (Ed. Fábula)
Quando a avó lhe diz que viu um tigre no jardim, a Nora acha que está demasiado crescida para acreditar nessas tontices. Afinal, toda a gente sabe que os tigres vivem na selva e não em jardins!
Até pode haver libelinhas do tamanho de pássaros, plantas que tentam comer girafas de peluche, ou um urso-polar que gosta de pescar?
Mas a Nora continua a ter a certeza, certezinha, de que é impossível existir um tigre no jardim... Ou será que existe mesmo?
Uma história que promove a imaginação e o gosto pela aventura! Vencedor do prémio Waterstones para Melhor Livro Ilustrado!


O Lápis Mágico de Malala, de Malala Yousafzai e Kerascoët (Ed. Presença)
A verdadeira história de uma menina que desejava um mundo melhor.
Quando Malala era ainda uma criança, no Paquistão, ela desejava ter um lápis mágico... Mas Malala cresceu e o mundo mudou, bem como os seus desejos. Em vez de um lápis mágico, Malala usa agora um lápis bem real para escrever. E os seus desejos começaram a realizar-se. Um livro inspirador.


As Mensagens do Papa Francisco Explicadas às Crianças, de Lucile Galliot, Bergamote e Olivier Mordefroid (Ed. Jacarandá)
Obra seleciona, ilustra e comenta 20 tweets do pontífice, explicando de forma simples tudo aquilo a que o Papa faz apelo: amar, orar, perdoar, cuidar dos mais frágeis e dos pobres... em resumo, construir um mundo melhor!


Os Cento e Um Dálmatas, de Dodie Smith e Steven Lenton (Ed. Fábula)
Um clássico infantil que conquistou gerações, adaptado a álbum ilustrado, com ilustrações ternurentas e cheias de pinta. Estes cachorrinhos valentes farão as delícias das crianças de hoje.


Allumette, de Tomi Ungerer (Ed. Kalandraka)
A menina dos fósforos, um conto clássico de Andersen, conhece uma dimensão especial nesta versão de Tomi Ungerer, datada de 1974, mas completamente actual. O autor coloca os leitores perante uma série de episódios, onde se destacam a expressividade da protagonista, Allumette, a sua sensibilidade, mas também a sua valentia e generosidade. Com o seu estilo muito peculiar, o autor difunde ainda uma boa dose de ternura, humor e amor ao longo das páginas deste álbum.


A horta do Simão, de Rocío Alejandro (Ed. Kalandraka)
O X Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, com texto e ilustrações de Rocío Alejandro, é um verdadeiro elogio ao trabalho coletivo, à convivência em harmonia e ao contacto com a natureza.


O Gigante Secreto do Avô, de David Lichtfield (Ed. Bookmile)
Divertida e ternurenta, esta é uma história GIGANTE sobre a amizade e a aceitação da diferença, que não vai deixar ficar ninguém indiferente. Do autor de O Urso e o Piano.


A Tartaruga Celeste e o menino que chorava música, de Sofia Fraga e Paulo Galindro (Ed. Minotauro)
De tempos a tempos, uma estrela cai do céu e vem cair na Terra; de tempos a tempos, uma tartaruga vem ao mundo sem a casa às costas e, de tempos a tempos, nasce uma criança que em vez de chorar canta. Tudo isto de tempos a tempos, mas e se, como que comandados por uma mão invisível, todos estes improváveis acontecessem exactamente à mesma hora, no mesmo minuto, ao bater da última badalada do relógio… ora aí estaria uma história que mereceria ser contada!


Os vencedores do Medo, de Célia Barreto (Ed. Minotauro)
Um livro capaz de dotar os mais novos dos requisitos necessários à compreensão de si mesmos, e de si na relação com os outros, é um primeiro passo de enorme importância que contribuirá para um crescimento mais equilibrado e para o sucesso na vida!


A Estrela do Mar, de Fernanda Ferreira Velez e Joana Soares (Ed. Cultura)
Um conjunto de histórias infantis perfeito para a biblioteca de todas as crianças. Este livro tem como protagonistas as irmãs Carlota e Carminho, e a mãe, Fernanda. Esta história original, é acompanhada de versões inéditas dos clássicos infantis «Branca de Neve e os Sete Anões» e «Capuchinho Vermelho e o Lobo Mau». As ilustrações da utora do blogue "Violeta Cor de Rosa", enriquecem as páginas deste livro que encantará miúdos e graúdos.


O Meu Pai Era Tão Fixe, de Keith Negley (Ed. Rastilho de Letras)
Um livro delicioso para miúdos e graúdos, que mostra de forma ternurenta as transformações que ocorrem na vida dos pais com o nascimento dos filhos. Um álbum ilustrado em que a escrita e a ilustração de Keith Negley combinam de forma harmoniosa e emotiva.


Um Dia, de Morris Gleitzman (Ed. Fábula)
Um livro que nos toca, que não se esquece. Pode ser lido por várias gerações, que o vão entender, certamente, de forma diferente.
«Um dos 100 melhores livros para jovens.» The Guardian


A Rapariga que bebeu a Lua, de Kelly Barnhill (Ed. Minotauro)
É claro que há magia na luz das estrelas. Toda a gente o sabe. O luar, esse, bom, é outra história. O luar é mágico. Perguntem a quem quiserem.
Todos os anos, o Povo do Protetorado oferece um bebé à bruxa que vive na floresta. Esperam que a oferenda a impeça de aterrorizar a aldeia. Porém, a bruxa, Xan, é um ser amável...
Esta obra, The Girl Who Drank the Moon no original, da autora americana Kelly Barnhill, venceu a prestigiada Medalha Newbery em 2017.


Serafina e o manto negro, de Robert Beatty (Ed. Minotauro)
"Nunca te aproximes das profundezas da floresta, onde muitos perigos espreitam e poderão capturar a tua alma."
Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao pai e aventurar-se para além da propriedade de Biltmore, com muito para explorar, apesar de ter sempre de ter cuidado para nunca ser vista. Nenhuma das pessoas ricas que aí habitam sabem da existência de Serafina; ela e o seu pai, o caseiro da herdade, vivem secretamente na cave há muito tempo...
«Uma história cheia de suspense, que envolve o leitor na narrativa tão facilmente como o Homem do Manto Negro captura as suas vítimas.» School Library Journal


O Veleiro de Cristal, de José Mauro de Vasconcelos (Ed. Fábula)
Contada com a mestria que carateriza José Mauro de Vasconcelos, esta é uma história comovente e apaixonante que toca o coração do leitor. Uma narrativa emocionante, escrita pelo vencedor do Prémio Jabuti de Romance, o mais importante prémio literário brasileiro. Pelo conjunto da sua obra é hoje considerado um autor clássico da literatura juvenil brasileira do século XX.

Ver aqui, aqui e aqui, outros 15 livros infanto-juvenis publicados também por último.